O
presente resumo é sobre a história do conceito de doença. A
realização do trabalho é baseada no artigo intitulado História
do Conceito de Saúde, do
autor Moacyr
Scliar, publicado
em 2007, que aborda aspectos relacionados da história do conceito de
saúde e doença.
Segundo
Scliar (2007), os conceitos de saúde e de doença são analisados
com base em sua evolução histórica e em seu relacionamento com o
contexto cultural, social, político e económico, evidenciando a
evolução das ideias nessa área da experiência humana. Para este
autor os conceitos de doença e saúde devem ser vistas de acordo com
a época, lugar, e concepções científicas.
Antigamente
alguns
povos viam a doença como algo associado a espíritos malignos. Para
outros povos como os antigos hebreus doença era sinal de
desobediência ao mandamento divino diante dos pecados humanos.
No
Oriente, a concepção de saúde e de doença seguia, e seguiu um
rumo diferente, mas de certa forma análogo ao da concepção
Hipócrates. Fala-se de forças vitais que existem no corpo, quando
funcionam de forma harmoniosa, onde há saúde na ausência da
doença. As medidas terapêuticas (acupunctura, ioga) têm por
objectivo restaurar o normal fluxo de energia (“chi”, na China;
“prana”, na Índia) no corpo.
Na
Idade Média europeia, a influência da religião cristã manteve a
concepção da doença como resultado do pecado e a cura como questão
de fé. Onde o cuidado dos doentes estava, em boa parte entregue a
ordens religiosas, que administravam o hospital (instituição que o
cristianismo desenvolveu muito, não como um lugar de cura, mas de
abrigo e de conforto para os doentes). Neste mesmo período, as
ideias hipocráticas se mantiveram, através da temperança no comer
e no beber, na contenção sexual e no controle das paixões baseado
no pensamento de evitar viver contra a natureza.
De
acordo com Sciliar (2007), A preocupação com a saúde a nível
mundial cresceu com o decorrer das Guerras Mundiais, despertando a
Liga das Nações ideia da criação da Organização das Nações
Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O conceito
da OMS, divulgado na carta de princípios de 7 de Abril de 1948,
implicando o reconhecimento do direito à saúde a todos indivíduos,
sendo a obrigação do Estado garantir a promoção e protecção da
saúde. A OMS define a saúde como sendo o estado do mais completo
bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de
enfermidade.
Este
conceito reflecte a ideia de que a saúde deveria expressar o direito
a uma vida plena, sem privações. Com base neste conceito, o campo
da saúde abrange: a biologia
humana,
meio
ambiente,
estilo de vida,
organização
da assistência à saúde.
A
amplitude do conceito da OMS foi alvo de críticas, de natureza
técnica (onde a saúde seria algo ideal, inatingível), e outras de
natureza política, (onde o conceito permitiria abusos por parte do
Estado, que interviria na vida dos cidadãos, sob o pretexto de
promover a saúde).
Christopher
Boorse (1977), citado por Sciliar (2007), refere-se a saúde como
sendo a ausência de doença em objecção ao conceito da OMS.
Actualmente
o conceito de saúde reflecte a conjuntura social, económica,
política e cultura, pois espera-se que os sistemas nacionais de
saúde, devem estar inteiramente integrado no processo de
desenvolvimento social e económico do país envolvendo todos os
sectores. Os cuidados primários de saúde, devem estar adaptados às
condições económicas, socioculturais e políticas de uma região e
deveriam incluir pelo menos: educação em saúde, nutrição
adequada, saneamento básico, cuidados materno-infantis, planeamento
familiar, imunizações, prevenção e controle de doenças endémicas
e de outros frequentes agravos à saúde, provisão de medicamentos
essenciais.
Espera-se
que haja uma integração intersectorial, como agricultura e
indústria entre outros sectores.
Referência:
SCILIAR,
M. (2007).
História
do Conceito de Saúde.
PHYSIS:
Revista. Saúde Colectiva, Rio de Janeiro.
Belo Trabalho... Ajudou bastante para a realizaçao da Cadeira de Saúde Pública.
ResponderEliminarBy Fantolas.
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