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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Princípios de Protecção Ambiental

Fundamentos e Princípios de Protecção do Meio Ambiente
A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizou-se no Rio de Janeiro, em Junho de 1992, reafirmando a Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, adoptada em Estocolmo em 16 de Junho de 1972. Esta conferência teve como objectivo principal estabelecer uma nova e justa parceria global mediante a criação de novos níveis de cooperação entre os Estados, os sectores chaves da sociedade e os indivíduos, trabalhando com vistas à conclusão de acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de meio ambiente e desenvolvimento, reconhecendo a natureza integral e interdependente da Terra.
Princípios de Protecção Ambiental
Existem 11 princípios de protecção ambiental que tem por finalidade garantir a conservação e preservação da natureza em todos os níveis.
  1. Organização e gestão ambiental;
  2. Reconhecimento e valorização das tradições e saber das comunidades locais;
  3. Precaução;
  4. Prevenção;
  5. Responsabilização;
  6. Poluidor pagador;
  7. Ampla participação dos cidadãos;
  8. Visão global e integrada do ambiente;
  9. Igualdade;
  10. Cooperação internacional;
  11. Educação ambiental.

Problemas Ambientais

Origem dos Problemas Ambientais
Problemas Ambientais referem-se a todos aqueles que são consequências directas da intervenção humana nos diferentes ecossistemas da Terra, causando desequilíbrio no meio ambiente e comprometendo a qualidade de vida dos seres vivos.
A origem dos problemas ambientais podem ser explicadas através da teoria de socialização (destaca a mentalidade maternal, ou seja, destaca o desenvolvimento de atitudes protectoras perante a natureza), e teoria estrutural (que destaca a mentalidade mercantil, ou seja, a preocupação do controle da esfera tecnocientífica).
Orientação de Valores Ecológicos
Os indivíduos podem agir como pro-ambientais mas possuir valores diferentes que são:
  • Orientação egocêntrica (preocupação para si mesmo);
  • Orientação antropocêntrica (preocupação para com os outros);
  • Orientação ecocêntrica (preocupação para com o ambiente).
Exemplos:
As águas estagnadas no meu bairro prejudicam a mim (orientação egocêntrica);
A poluição sonora nos transportes escolares é um transtorno para as crianças (orientação antropocêntrica);
A deposição dos resíduos sólidos domésticos e dejectos industriais no solo altera a sua qualidade (orientação ecocentrica).
Factores Que Contribuem Para Problemas Ambientais
  • Preocupação egoísta (valorizar somente a si próprio);
  • Preocupação alturista social (valoriza o bem estar social de todos);
  • Preocupação biosfera (valoriza a todos os seres vivos e os componentes naturais).
Factores Que Motivam o Comportamento Pro-Social
  • Egoísmo (interesse pessoal);
  • Colectivismo (interesse de um determinado grupo);
  • Principalismo;
  • Alturismo (bem estar dos indivíduos).

terça-feira, 3 de maio de 2016

História do Conceito de Saúde


O presente resumo é sobre a história do conceito de doença. A realização do trabalho é baseada no artigo intitulado História do Conceito de Saúde, do autor Moacyr Scliar, publicado em 2007, que aborda aspectos relacionados da história do conceito de saúde e doença.
Segundo Scliar (2007), os conceitos de saúde e de doença são analisados com base em sua evolução histórica e em seu relacionamento com o contexto cultural, social, político e económico, evidenciando a evolução das ideias nessa área da experiência humana. Para este autor os conceitos de doença e saúde devem ser vistas de acordo com a época, lugar, e concepções científicas.
Antigamente alguns povos viam a doença como algo associado a espíritos malignos. Para outros povos como os antigos hebreus doença era sinal de desobediência ao mandamento divino diante dos pecados humanos.
No Oriente, a concepção de saúde e de doença seguia, e seguiu um rumo diferente, mas de certa forma análogo ao da concepção Hipócrates. Fala-se de forças vitais que existem no corpo, quando funcionam de forma harmoniosa, onde há saúde na ausência da doença. As medidas terapêuticas (acupunctura, ioga) têm por objectivo restaurar o normal fluxo de energia (“chi”, na China; “prana”, na Índia) no corpo.
Na Idade Média europeia, a influência da religião cristã manteve a concepção da doença como resultado do pecado e a cura como questão de fé. Onde o cuidado dos doentes estava, em boa parte entregue a ordens religiosas, que administravam o hospital (instituição que o cristianismo desenvolveu muito, não como um lugar de cura, mas de abrigo e de conforto para os doentes). Neste mesmo período, as ideias hipocráticas se mantiveram, através da temperança no comer e no beber, na contenção sexual e no controle das paixões baseado no pensamento de evitar viver contra a natureza.
De acordo com Sciliar (2007), A preocupação com a saúde a nível mundial cresceu com o decorrer das Guerras Mundiais, despertando a Liga das Nações ideia da criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O conceito da OMS, divulgado na carta de princípios de 7 de Abril de 1948, implicando o reconhecimento do direito à saúde a todos indivíduos, sendo a obrigação do Estado garantir a promoção e protecção da saúde. A OMS define a saúde como sendo o estado do mais completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de enfermidade.
Este conceito reflecte a ideia de que a saúde deveria expressar o direito a uma vida plena, sem privações. Com base neste conceito, o campo da saúde abrange: a biologia humana, meio ambiente, estilo de vida, organização da assistência à saúde.
A amplitude do conceito da OMS foi alvo de críticas, de natureza técnica (onde a saúde seria algo ideal, inatingível), e outras de natureza política, (onde o conceito permitiria abusos por parte do Estado, que interviria na vida dos cidadãos, sob o pretexto de promover a saúde).
Christopher Boorse (1977), citado por Sciliar (2007), refere-se a saúde como sendo a ausência de doença em objecção ao conceito da OMS.
Actualmente o conceito de saúde reflecte a conjuntura social, económica, política e cultura, pois espera-se que os sistemas nacionais de saúde, devem estar inteiramente integrado no processo de desenvolvimento social e económico do país envolvendo todos os sectores. Os cuidados primários de saúde, devem estar adaptados às condições económicas, socioculturais e políticas de uma região e deveriam incluir pelo menos: educação em saúde, nutrição adequada, saneamento básico, cuidados materno-infantis, planeamento familiar, imunizações, prevenção e controle de doenças endémicas e de outros frequentes agravos à saúde, provisão de medicamentos essenciais.
Espera-se que haja uma integração intersectorial, como agricultura e indústria entre outros sectores.


Referência:
SCILIAR, M. (2007). História do Conceito de Saúde. PHYSIS: Revista. Saúde Colectiva, Rio de Janeiro.

História da Doença


O presente resumo é sobre a história da doença, ou seja, o processo da evolução deste termo ao longo da história, baseando-se no artigo intitulado Doença: um estudo filosófico, do autor Leonidas Hegenberg publicado em 1998, que aborda aspectos relacionados a evolução histórica da doença.
Com base no texto os termos doença e saúde colocam-se como noção básica para estudo da Filosofia da Medicina, onde as suas concepções foram se modificando ao longo dos tempos em função de factores como crenças e descobertas científicas.
De acordo com Hegenberg (1998), as concepções primitivas levam a crer que a medicina tenha surgido com a humanidade, onde o ser humano preocupava-se com os seus doentes, tendo o desejo de curá-los com objectivo de tira-lo do sofrimento. Houve tempos em que se encarasse a doença como ocorrência sobrenatural, associado a eventos como os ventos, as tempestades, a manifestações de deuses malévolos, obra de algum espírito, ou um inimigo dotado de poderes especiais.
A medicina científica teve inicio na Grécia com Hipócrates (460 e 370 a.C.), que através da observação foi conhecendo profundamente o ser humano e exercendo intensamente a actividade médica, consolidou informações, deixou grandes ensinamentos, descreveu numerosas doenças e recebeu o cognome Pai da Medicina.
Deve-se a Hipócrates a primeira tentativa no sentido de eliminar causas sobrenaturais as doenças, atribuindo-as a causas naturais. Essa observação marca o início da abordagem científica das doenças e assinala o começo da terapia racional (momento em que a doença passa a ser vista como fenómeno natural). Na época de Hipócritas, a natureza era contemplada como combinação de quatro elementos (terra, água, ar e fogo). Hipócrates associa os quatro elementos a quatro "humores" do corpo humano (sangue, phlegma, bile amarela e a bile negra). A base da primeira doutrina a respeito da doença ela era vista como uma "patologia humoral", onde a saúde resultaria de equilíbrio dos elementos e a doença dever-se-ia ao desequilíbrio dos mesmos elementos. A doutrina de Hipócrates disseminou-se rapidamente.
No final do século II, obras de Galeno de Pérgamo apresenta uma convincente sistematização dos ensinamentos hipocráticos, aperfeiçoando a teoria humoral deixada por Hipócrates. A doença continua a ser entendida como antes, em termos de equilíbrio ou desequilíbrio de humores. A doutrina humoral se manteve firme dominando o cenário até quase o final do século XVIII.
No período medieval verificou-se a continuidade das concepções gregas. O interesse dos romanos pela Engenharia levou ao desenvolvimento de técnicas que permitiram melhoramento no tratamento das águas, que resultaram no aumento do padrão de higiene no continente Europeu até fins do século XIX. Os muçulmanos desenvolvem a medicina, escrevendo vários tratados a respeito de doenças tais como a varíola, o sarampo e das doenças dos olhos. Alberto Magno e seu discípulo São Tomás de Aquino divulgam o pensamento aristotélico, tentando aproximá-lo aos pensamentos da Igreja. A divulgação dos textos clássicos em Latim e dos textos produzidos por estudiosos como Harvey, contribuiriam para o ressurgimento das teorias humorais de Hipócrates e Galeno que voltaram a dominar o cenário das ideias médicas, no início dos tempos modernos.
O período moderno foi marcado por outras concepções. Giovanni Battista Morgagni, estabelece as bases da Anatomia Patológica, realizando inúmeras autópsias, afirma que as doenças resultam de alterações nos órgãos. Descreveu diversos tipos de lesões que, mais tarde, foram dadas como substrato anatomopatológico de muitas doenças. O médico inglês John Hunter, apoiou-se nos ensinamentos de Morgagni, operando com vários animais estabelecendo as bases da Patologia Experimental, resultando na convicção de que as doenças decorriam de alterações nos órgãos. Para Friedrich Hoffman, as “doenças agudas” tinham origem em certas condições espasmódicas, ao passo que as “crónicas” decorreriam da falta de tono (termo que em Fisiologia, indica estado normal de resistência ou de elasticidade de um órgão ou de um tecido). Nesse período, houve médicos como Georg Ernst Stahl procuram explicar a doença em termos fisiológicos. Os períodos referentes aos finais do século XVIII a primeira metade do século XIX, também deu-se enfoque ao desenvolvimento da patologia celular e os estudos da microbiologia e parasitologia. Neste sentido a doença passou a ser entendida como consequência da invasão do organismo por agentes estranhos, cuja agressão provocava lesões nos órgãos e tecidos. Estes estudos levaram a identificar as causas de varias doenças e levaram a produção de vacinas (descoberta por Edward Jenner que combateu a varíola) e soros. Na actualidade a medicina possui um campo de acção mais amplo desde o estudo de lesões de órgãos assim como doenças mentais.
Referencia:
HEGENBERG, L. (1998). Doença: um estudo filosófico. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ.

Educação como prática política

A educação ambiental como prática política convida a todos individuos a participarem de forma activa para a resolução dos problemas ambientais. A educação ambiental não deve ser teórica mas sim deve estar aliada a prática, ou seja, os discursos devem estar associados a acção. A educação ambiental deve ser um tema transversal do ensino básico em todo mundo como forma de devolver a esperança do planeta quem vem se degradando ao longo do tempo.
Pode se abordar os temas ambientais nos alunos através de diversas estratégias desde os tradicionais desenhos ou colagem, música, dança e teatro. As oficinas também são uma das estratégias e ajudam a discutir os temas de diferentes formas.
A elaboração de projectos para a resolução dos problemas ambientais que afectam a comunidade e a escola também é uma estratégia que nos é sugerida e tem como objectivo transformar o aluno em um agente multiplicador e disseminador dos conhecimentos adquiridos entre familiares, amigos e vizinhos. É importante integrar os alunos ao ambiente em que vivem, despertando sua atenção para compreenderem melhor o seu quotidiano. É preciso desenvolver o respeito pela natureza nos alunos incentivando-os a prática como o cultivo de hortas e jardins, mostrar a importância da colecta selectiva de lixo e identificar diferentes formas de aproveitamento e reciclagem.
A conservação e preservação do ambiente deve partir do resgate e valorização do conhecimento local. Por exemplo ao se conhecer o poder medicinal de uma determinada planta, esta será muito mais valorizada e preservada como forma de garantir um medicamento por perto sem ter que se deslocar as farmácias.
É possível exercer o dever de cidadania agindo sobre o ambiente. Para tal é preciso primeiro participar de forma activa aliando se a organizações não governamentais ou criando uma organização com causas ambientais. Segundo é preciso comprometer-se sendo criativo, propondo ideias para a criação de novas leis e medidas de prevenção do meio ambiente. E terceiro é preciso comunicar-se desde que a informação respeite a ética e a verdade.
Falando da relação entre a educação ambiental e a formação do cidadão faz no voltar para a Grécia. Na Grécia só eram cidadãos os indivíduos do sexo masculino e que pertenciam a classe economicamente dominante e os demais eram apenas habitantes da polis. A educação nessa época era direito exclusivo do cidadão. No período mediaval as relações entre o estado, cidadanias e educação estavam mediadas pela igreja. A idade média marcada por um período de transformações económicas conduziu não apenas para uma revolução científica mas também para um reordenamento político. Com a revolução Francesa surge o estado moderno com o liberalismo político. No contexto do estado liberal surgiu o conceito moderno de cidadania que se entende a todos indivíduos tendo o estado como mediador. A cidadania passa significar direito de cada um á liberdade, á igualdade e a fraternidade consubstanciando esses direitos e deveres em fundamentos e normas jurídicas. O cidadão é cumpridor de seus deveres resguardando os seus direitos diante do estado e da sociedade. A escola serve para a construção dessa cidadania.

Material Reciclado

Clique o link a baixo e aprenda uma das formas de reciclar as garrafas de plastico.


https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=F3WqmwqUeD4

Anaconda

A anaconda é um dos animais gigantes da actualidade.
Veja no link abaixo.


https://www.youtube.com/watch?v=1REo7uhKCRA